quinta-feira, 13 de abril de 2017

Curtinhas da semana (13/04)

Marvel encarece quadrinhos e lidera vendas do mês

Capa de The Amazing Spider-Man #25, com o amigão da vizinhança se protegendo do preço da edição

Com a nova edição de Amazing Spider-Man a dez dólares e HQs mais caras que as da concorrência, a Marvel teve renda maior que a DC em março, nos EUA. Apesar de vender menos, a editora conseguiu ter o faturamento maior no mês, com 35,41%, contra 28,75% da DC.

Novo vilão em Aquaman

Ressucitado na franquia Mercenários, Dolph Ludgreen volta aos Blockbusters

O ator Dolph Ludgreen foi confirmado como o Nereus, vilão do próximo filme do Aquaman. O eterno Ivan Drago se junta ao elenco que já conta com Jason Momoa, Amber Heard, Nicole Kidman, Patrick Wilson e Willem Dafoe. Aquaman estreia nas telonas em 21 de dezembro de 2018.

Thanos em Deadpool?

Quem lembra dele em Goonies? Todo mundo

A Fox anunciou que Josh Brolin interpretará Cable em Deadpool 2. O ator já faz parte do universo Marvel nos cinemas, no papel de Thanos. Porém, como os estúdios são diferentes e o ator fica irreconhecível como Thanos, não haverá problema algum.

Novidades não muito novas nas séries da DC

Foto nada misteriosa que Stephen Amell postou no Twitter

As séries da DC também terão novidades em breve. Com o sucesso de Arrow diminuindo, a Warner anunciou a volta do vilão mais querido dos fãs: o Exterminador. E em Supergirl, o estúdio revelou que o primo da protagonista, Superman, fará uma participação no final da temporada atual.

Por hoje é só.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Crítica - O Planeta Hulk


O Planeta Hulk foi lançado originalmente nos EUA na publicação regular The Incredible Hulk, do número 92 ao 105, entre abril de 2006 e junho de 2007. No Brasil, foi publicado como mini-série pela Panini e depois republicado em capa dura. Uma das maiores sagas do Gigante Esmeralda, foi escrita por Greg Pak e ilustrada por Carlo Pagulayan e Aaron Lopresti. A história se passa após eventos da série Illuminati, quando um grupo de super-heróis decide (não pela primeira vez), que o Hulk é um ser instável e muito perigoso, por isso deve ser mandado ao espaço. As consequências dessa decisão são muito importantes para o Hulk, que tem nessa saga seu único clássico do século XXI.

A nave em que o herói verde é colocado ruma a um planeta que lhe proverá oxigênio e alimentos, mas afastado da humanidade, mantendo o planeta Terra seguro. Porém, ao perceber o que acontece, Hulk fica ainda mais irritado e destrói a nave que está dentro, perdendo-se do rumo. Com isso, ele cai em um planeta inóspito chamado Sakaar, em outra galáxia.

Este lugar é comandado por um tirano chamado Rei Vermelho, que faz do mundo um campo de batalha de gladiadores. Os mais fortes são tratados como estrelas, e os mais fracos, fadados à morte. É uma forma de colocar os guerreiros que ameaçam seu império trancafiados. Quando Hulk chega, é percebido rapidamente e fazem dele um gladiador. Mesmo longe da Terra, com muitas criaturas interplanetárias, ele se destaca e vence todos que enfrenta. Incluindo um Surfista Prateado e Bill Raio Beta.


Nesta saga, a raiva de Hulk é tamanha que o lado “Dr. Jekyll” de Bruce Banner se funde ao “Sr. Hyde”, fazendo com que ele tenha a inteligência do doutor e a força do monstro, uma combinação extremamente perigosa para qualquer mundo. E entre as lutas e planos de fuga do local, o herói conhece seus companheiros de batalha, pelos quais se afeiçoa.

Enquanto vira amigo desses guerreiros, que compartilham ringues de batalha com ele, a população do planeta volta os olhos ao Golias Verde e começa a vê-lo não apenas como um lutador, mas como um possível herói que vai libertar Sakaar da tirania. E ele, de fato, vira o maior problema do Rei Vermelho, derrota-o e monta um governo mais justo, tentando, inclusive, formar uma família. Porém, como a música da série dizia, “na fossa vive o Hulk” e mais uma tragédia volta a acontecer com ele.


A trama é muito envolvente e, por ter sido contada durante muitos meses, Pak pode mostrar muitos detalhes da história, apresentando o planeta e as personalidades dos heróis e vilões com muita profundidade. Tudo com calma e sem cortar caminhos. Essa é uma das histórias mais bem contadas do herói, com ritmo excelente, fazendo uma excelente mescla entre drama e ação. Um clássico indispensável na biblioteca do personagem.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Power Rangers - Ranger Verde Ano Um


A editora Pixel lançou em março o primeiro encadernado da série de quadrinhos Mighty Morphin Power Rangers, baseado na série homônima de televisão dos anos 1990. O material chegou ao Brasil com 128 páginas, capa dura e traz as edições 0 a 4 da série lançada originalmente nos Estados Unidos pela Boom Studios.

Antes de muitos detalhes, já vamos ao que mais interessa. Sim, a história é boa e vale a pena para quem é fã da série. É possível também que quem não era fã da versão televisiva goste. A aposta da Saban em investir em um estúdio com bons profissionais para lançar sua versão de quadrinhos foi acertada. O roteirista Kyle Higgins tem experiência no mercado e já escreveu Batman e Asa Noturna, enquanto o ilustrador Hendry Prasetya já foi responsável pela arte de Poderosa.

O maior defeito da publicação não afeta os leitores brasileiros, já que é o fato do volume zero ser muito importante para o entendimento da história. Como ele está no encadernado, não prejudica. Surpreendentemente, não existem outros pontos negativos que não seja o fato de ser mais uma série de ação, que realmente não traz grandes novidades.

Agora, para quem procura uma história simples, amarrada, com boas ilustrações e bastante dinâmica, o quadrinho cumpre o papel. A trama se passa na mesma cidade da séria, a Alameda dos Anjos, logo após os eventos do arco do Ranger Verde da série televisiva, considerada a melhor da franquia, mas não é preciso assistir para entender o que está acontecendo. A escolha foi acertada, já que coloca o grupo original de cinco Rangers e um ex-inimigo juntos tentando ser uma equipe. As consequências e desconfianças são muito melhor trabalhadas que na TV, que praticamente ignora o fato do atual parceiro ter acabado de tentar cravar uma espada no líder da equipe.


Higgins explora bem as personalidades dos Rangers, mesmo em tão poucas páginas. Tommy e Kim (Verde e Rosa) são os que têm mais espaço na história e começam a desenvolver empatia e apreço um pelo outro, como na televisão. Jason e Zack (Vermelho e Preto) estão bastante diferentes, sendo o primeiro um típico líder chato, que não entende os problemas, apenas quer suas ordens cumpridas. Já o segundo está mais emburrado e menos dançante que na série original. Trini e Billy (Amarela e Azul) aparecem menos, mas mantêm algumas características como o cuidado que a garota tem com os outros e a inteligência enorme do garoto.


Temos também uma passagem curta de Bulk e Skull. Na série original, são bullys da escola. Aqui, são de uma espécie de fã clube dos Rangers e responsáveis por algo que parece ser um canal de Youtube com vídeos originais dos defensores da Alameda dos Anjos. No fim do encadernado, a Pixel trouxe também uma história complementar, que foi lançada nos EUA nas primeiras edições, escrita por Steve Orlando e ilustrada por Corin Howell. Em uma referência à série de TV, Kimberly diz a Tommy que eles funcionam melhor em doses menores. E é exatamente isso que faz Higgins na trama principal, insere quase que por obrigação os personagens, de forma homeopática, mas de forma funcional, que mostra a atenção dos responsáveis pelos detalhes. É um fan service, mas carinhoso. Muda os personagens, mas os mantém lá como lembrança por terem sido parte importante da série original.

Sem muito Sitcom adolescente, que tomava mais da metade do tempo de cada episódio, a história mostra Rita Repulsa tentando retomar os poderes do Ranger Verde para ela. A escolhida para fazer o trabalho sujo é Scorpina, uma vilã recorrente da série televisiva, já que a imperatriz do mal afastou seu principal servo Goldar, após ele ter falhado na última missão (a saga Ranger Verde, da TV). Enquanto é atacado, Tommy deve se desviar não só dos inimigos, mas também das visões e tormentos que Rita ainda lhe causa. Como se isso não bastasse, o garoto faz parte de um grupo que lhe trata com nada mais que desconfiança, com exceção de Kimberly, a única que realmente tenta ajuda-lo.

A trama é intercalada entre conflitos dos jovens na escola, entre eles mesmos e, obviamente, temos muitas cenas de ação enquanto os defensores tentam se acertar. As cenas de combate são muito dinâmicas, com movimentações melhores que na TV. Os equipamentos dos Rangers, que sempre eram coisas feitas nitidamente feitas de plástico, dessa vez tiveram os traços mais afinados, modernizados e combinam mais com os trajes. E os zords, que são os robôs que cada um deles controla, também são muito mais interessantes que na TV, já que tem mobilidade e se apresentam como máquinas de combate individuais. Coisa impossível de ser criada em uma série de televisão da década de 1990, que apenas colocava os cinco robôs na tela para se acoplarem, formando o Megazord.


O artista aproveitou a trama e o material de base para criar desenhos dinâmicos e de boa qualidade, equiparada a séries de primeira linha da Marvel e da DC. A ação é impactante e os fãs conseguem facilmente reconhecer os cenários da eterna série original, como a prisão de Goldar, a sala de controle de Zordon e espaço da cruel Rita Repulsa. A arte das capas é ainda melhor e a Pixel trouxe todas elas como material extra. Todas são muito coloridas e têm muito brilho, casando perfeitamente com os Rangers, que nada mais são do que um grupo muito colorido de super-heróis japoneses.


Para quem é fã da série, o material é leitura mais do que indicada, trazendo os Rangers em um patamar de poderes nunca antes mostrados, com um ponto de vista mais moderno e sem perder um pingo da essência da série televisiva. Temos Rangers contra vilões clássicos e Megazords enfrentando monstros gigantes, destruindo toda a cidade. A trama simples dá espaço para o artista brilhar e trazer os Rangers originais para os dias de hoje em uma releitura ótima de uma das séries infantis mais icônicas de todos os tempos. 

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Teaser Trailer de Thor: Ragnarok já me enganou

A Marvel Entertainment liberou, hoje (10), o primeiro teaser trailer de Thor: Ragnarok. Confira:



Achei fantástico. Por mais que não goste dessa mania de colocar músicas excelentes só para fingir que o filme terá uma magia que não tem de verdade, o espetáculo visual já me iludiu. Diferente de Esquadrão Suicida, que tem um trailer com boa música, mas nada que preste no vídeo, a Marvel fez um trabalho bastante decente, aqui.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Nova HQ Jean Grey tem imagens liberadas

A Marvel Comics liberou, hoje, dez páginas de um preview da nova HQ solo da Jean Grey. A história vai tratar da jovem mutante que veio do passado, não a da linha do tempo “normal” e vai mostrar a luta da garota contra a força Fênix. Por já ter tido visões de tudo que sua versão adulta fez sob os poderes da entidade, ela quer se preparar para fazer tudo diferente.

Mas mesmo com todas as visões, premonições e avisos, será que ela é capaz de enfrentar a entidade mais poderosa do Universo? Ou será que o destino que a aguarda tem reservado a ela apenas dor, destruição e sofrimento? Quem escreve a história é Dennis Hopeless e os desenhos ficam a cargo de Victor Ibanez.

Infelizmente, a publicação ainda não tem confirmação de chegada ao Brasil.


Veja abaixo as imagens liberadas. São seis capas e quatro páginas que vão compor a história.

 Capa regular





 Capa Variante

 Capa Variante

 Capa Variante

 Capa Variante

Capa Variante

terça-feira, 4 de abril de 2017

Marvel Comics passa pela maior crise desde os anos 1990

A Marvel Comics escancarou, durante este final de semana, sua pior crise após a quase falência total nos anos 1990. Em uma reunião com os maiores lojistas de quadrinhos dos EUA e um do Canadá, Axel Alonso, editor-chefe da Casa das Ideias, e David Gabriel, vice-presidente de vendas e marketing, informaram que gostariam de entender melhor os motivos da diminuição drástica das vendas da empresa. Esta foi a maior reunião da Marvel com o mercado no século XXI e a cobertura foi feita exclusivamente pelo veículo ICv2.

Os motivos, além de muitos, são alarmantes e afetam toda a estrutura da editora. Mas fica evidente que foi apenas agora que soou o alarme da empresa, afinal, dos 15 quadrinhos mais solicitados pelos lojistas em fevereiro deste ano, apenas um (Amazing Spider-Man) é de um personagem forte da Marvel Comics. A lista é praticamente dominada pela DC e dois dos títulos, Star Wars Darth Maul e Star Wars, são produzidos pela editora, mas não são dos personagens tradicionais da casa.


Lembrando que, nos EUA, o mercado de quadrinhos funciona por meio de solicitações dos lojistas e quando eles não vendem, são eles mesmos que lidam com o prejuízo. Portanto, a lista de quadrinhos encomendados reflete quase que com perfeição a procura e vendas das HQs.

Para entender os motivos da baixa das vendas, a Marvel chamou os lojistas, pois são eles que lidam com o consumidor final. Segundo os vendedores, um dos principais pontos a ser observado é a diversidade promovida pela editora. A Marvel tem tentado há anos se modernizar e levantar a bandeira da igualdade entre todos no universo dos quadrinhos, introduzindo mais personagens negros, homossexuais e árabes, por exemplo. Porém, o que se percebeu é que o público consumidor é conservador.

De acordo com os lojistas, os compradores têm reclamado muito da descaracterização dos personagens clássicos, como o Capitão América, que passou a ser o Falcão Negro, o Thor, que atualmente é uma mulher, e tantos outros. O mundo real, conservador, homofóbico, encontrou o mundo dos quadrinhos. A Miss Marvel, que atualmente é uma árabe, está em uma fase positiva, com críticas e vendas consideradas boas para a editora, mas esse é um ponto fora da curva, não um exemplo.


E como se não bastasse esse problema, outro bastante grave é que os leitores estão desinteressados pelos reboots ou reinvenções de personagens clássicos, trazidos, em geral, por grandes sagas e eventos. Em meados dos anos 2000, época da Queda dos Vingadores, esses acontecimentos costumavam ser anuais. Hoje em dia, existem tantos eventos que eles ocorrem simultaneamente, sem espaço de tempo entre eles, com personagens participando de mais de um ao mesmo tempo. Além de confundirem os leitores, isso gerou desinteresse e o público fiel parou de acompanhar seus personagens favoritos, por estarem diretamente ligados a esses eventos. O mais recente é o Secret Empire e Alonso fez questão de dizer que não há mais nenhum planejado depois deste.


Não bastasse isso, reiniciar os números das HQs, começando tudo pela edição #1, funciona a princípio, mas para por aí. Segundo Alonso, imediatamente após o reboot, as vendas aumentam muito. Quando as vendas começam a despencar, outra saga surge e reinicia tudo novamente. Mas aí o estrago já está feito e o leitor já ficou completamente desinteressado.

Outro ponto bastante grave apontado pelos representantes do mercado foi a falta de competência de segurar as melhores equipes criativas na casa. Se olharmos superficialmente, as duas empresas que dominam o mercado, Marvel e DC, vendem praticamente o mesmo produto, com histórias de super-heróis e ação. Com isso, os trabalhos autorais ficam de fora da jogada. Por isso, os times criativos de mais talento preferem ir a outras editoras, colocar seus trabalhos autorais para apreciação do grande público. Com um mercado mais seleto, menor custo de distribuição e contratos que favorecem mais os artistas, empresas como a Image conseguem “roubar” os talentos da Marvel, oferecendo contratos mais lucrativos para os artistas, apesar das vendas menores.

Tudo isso converge para um ponto. O mercado de quadrinhos sempre foi muito fechado e tentou atingir as mesmas pessoas por décadas. Agora, é necessário se reinventar. Buscar a diversidade não funcionou, nesse momento. Pode até ser que funcione no futuro. A DC, por exemplo, para melhorar as vendas, recriou seu universo e trouxe os personagens da forma que eram antes, com leves alterações.  


Sem ter uma fórmula correta do que fazer agora, aumentando as vendas, mas sem se fechar novamente em uma bolha, buscando coisas diferentes, a Marvel tem um caminho muito difícil e imprevisível. Deve haver um grande chacoalhão por parte dos editores. A publicidade e marketing da empresa também precisam se reinventar, para atingir públicos que não atinge hoje. Toda a estrutura deve ser alterada se a editora quiser fazer um papel diferente no mercado, pensando não apenas nas vendas de agora, mas se planejando para o futuro. 

quarta-feira, 29 de março de 2017

Astronauta - Assimetria

O selo Graphic MSP continua com a corda toda. Em Astronauta – Assimetria, o personagem chega ao terceiro volume da saga espacial do universo da Turma da Mônica. Desta vez, a história trata um pouco menos sobre solidão e traz ao leitor um pouco mais de ação.


Nesta nova aventura, o herói Astronauta Pereira descobre, ao voltar para a Terra depois dos eventos de Singularidade, que o grande amor da vida dele tem uma filha pequena. Completamente decepcionado ao ver Ritinha seguindo em frente sem ele, decide partir em busca de mais uma aventura no espaço.

Com destino a Saturno, ele segue para verificar um ponto de alta gravidade em forma de hexágono em um dos pólos do planeta. A partir deste ponto, a história traz o que Danilo Beyruth tem apresentado de melhor na mitologia do herói: ficção científica e aventura.

Desta vez, Astronauta enfrenta um inimigo gigante, do tamanho de uma cidade, que tem um guardião próprio do tamanho de um prédio. A criatura lembra muito o personagem Galactus, da Marvel, e um pouco os Novos Deuses, da DC. O guardião também parece uma referência ao Surfista Prateado e outros protetores de Galactus.

Luta parece ter sido tirada de séries japonesas

O clímax da história, quando há uma luta entre um robô gigante contra o guardião, lembra muito as séries sentais do Japão, como Changeman, Jaspion e mesmo os Power Rangers. Desta vez, o autor deixa a narrativa preparada para uma continuação.

No geral, a arte é boa, a história é interessante e o ápice foi a luta do robô contra o monstro. Surpreendente. O nível das produções da Graphic MSP continua alto, com muito carinho colocado no material, conteúdos extras e papel da melhor qualidade. Os fãs da Turma da Mônica agradecem por ver um personagem que faz parte da cultura de milhares de brasileiros ser lançado em edição de luxo.

Ficha Técnica
Astronauta – Assimetria
Roteiro e Arte: Danilo Beyruth
Editora: Panini Comics
Selo: Graphic MSP

terça-feira, 28 de março de 2017

Marvel publica o segundo trailer de Homem-Aranha:De Volta ao Lar

A Marvel Entertainment publicou, nesta terça-feira (28), o segundo trailer do filme Homem-Aranha: De Volta ao Lar, no Youtube. O longa estreia no dia 7 de julho de 2017, no Brasil. Neste vídeo, já é possível ver o personagem principal Peter Parker (Tom Holland) contracenando com o Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) e com o vilão Abutre (Michael Keaton).


O trailer entrega praticamente toda a trama, mostrando como funciona o traje, o momento de baixa do herói, quando ele enfrenta os problemas pessoais, como ele os supera e muito mais do que deveria ter sido apresentado em dois minutos. 

domingo, 26 de março de 2017

Teaser Trailer - Liga da Justiça

Eis que ontem, dia 25, a Warner divulga, pelo Youtube, o mais novo teaser da Liga da Justiça. O filme tem estreia prevista no Brasil para o dia 16 de novembro de 2017. O vídeo mostra os heróis Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Cyborg e Flash. 


A quantidade de cenas com fundo verde, o Cyborg que parece nem ter ator, só CGI, as falas manjadas... Se fosse um trailer de jogo, seria espetacular. Mas não é. 

Marvel – Punho de Ferro

Nova série da Netflix sobre os Defensores é bem fraca


Daniel Rand é mais um daqueles heróis criados décadas atrás cujos autores achavam uma boa ideia dar poderes a uma pessoa rica. Filho do dono de uma empresa de telecomunicações, ele é o único sobrevivente de um desastre aéreo. Ao ver seu pai e sua mãe morrerem em uma montanha deserta, ele é acolhido por monges, que o treinam na milenar arte do Kung Fu. O garoto passa anos por lá e se torna o Punho de Ferro, uma arma viva, que tem por objetivo enfrentar o Tentáculo.

O Punho de Ferro nos quadrinhos é um personagem muito legal. Ele não tem os poderes de um deus, uma armadura que voa em velocidade supersônica, um arsenal de mísseis nem nada disso. Ele tem o Kung Fu e um soco que pode destruir paredes. Apesar de rico e ter sido treinado como monge, ele é falho, tem defeitos e conflitos internos. É um personagem menos semi-deus e mais humano do Universo Marvel, assim como Demolidor, Jessica Jones e Luke Cage, que formarão, no segundo semestre de 2017, a equipe Defensores na série homônima do Netflix.

As duas temporadas de Demolidor e a de Jessica Jones são maravilhosas. A de Luke Cage é péssima. E agora, com a chance de se recuperar, chegou, no dia 17 de março, a nova série da Marvel, o Punho de Ferro, que é... ruim. Bem ruim.

O seriado exclusivo pelo sistema de streaming Netflix tem 13 episódios e conta a história de como Daniel Rand volta para casa após ganhar os poderes do Punho de Ferro. Chegando lá, em Nova Iorque, ele é rejeitado e encontra o mal que ele é destinado a combater, o Tentáculo. Durante os capítulos, vemos algumas ligações com as outras séries, com curtas referências ao Demolidor, Jessica Jones e Luke Cage. Todas bem rápidas e bem desnecessárias.

Uma das péssimas lutas do seriado

Duas das conexões com os outros heróis são as personagens Claire Temple (Rosario Dawson) e Madame Gao (Wai Ching Ho). As duas personagens já haviam aparecido e tinham as personalidades mais ou menos consolidadas. Dessa vez, os roteiristas acharam por bem alterar completamente ambas. Claire não parece a mesma personagem. Já a Madame Gao, de fato, não é a mesma. Desta vez, ela se apresenta como uma líder do Tentáculo, o que contradiz as duas temporadas do Demolidor, quando ela era da Serpente de Aço, também rival do Tentáculo.

Outra conexão é que a história se passa na mesma cidade que dos outros três Defensores. Nova Iorque, aliás, é quase um personagem vivo nas outras três séries. Dessa vez, a cidade poderia ser qualquer uma. Cadê a magia do local?

E quem dera esse fosse o maior dos problemas. O personagem principal, interpretado por Finn Jones, é lamentável. Ele é burro, ingênuo de forma impossível (se entrega aos vilões uma cena após outra), e definitivamente não aparenta que treinou com monge algum. Não bastasse o texto ser péssimo, o ator é um baita canastrão, com caras e bocas imperdoáveis. É o único das séries Marvel da Netflix a ter um poder místico. Essa era uma das coisas mais aguardadas: ver o herói com os super-poderes tão conhecidos pelos fãs. Mas além de ele mal saber usá-los, sempre que acessa o poder do Punho de Ferro, ele fica encarando a mão brilhante, tornando a cena bastante lamentável.

A mão brilhante do Punho de Ferro

Não seria tão ruim se ao menos ele se redimisse nas cenas de ação. Muito pelo contrário, ele se afunda ainda mais. A culpa não é só dele, claro. O coreógrafo e os diretores fizeram um trabalho bastante decepcionante. Sabe aqueles filmes de ação com Bruce Lee, Van Damme, The Rock, que mesmo com a história sendo uma tremenda porcaria, tudo é perdoado porque a ação é incrível? Então, esqueça. As coreografias de Kung Fu são horrorosas. Poses e mais poses, com lutas bastante insossas. Lembram das lutas em Demolidor? Uau, eram maravilhosas, com o estilo de pancadas fortes e pesadas.

Em Punho de Ferro, é normal não usarem esse estilo, mas qual o problema de fazer algo parecido com Ip Man?

Cena de Ip Man (Grande Mestre, no Brasil)

Não bastasse terem transformado Kung Fu em uma dancinha de apresentação, toda a cultura oriental foi ridiculamente colocada na tela. Os rituais, como o de se lavar antes da luta para a purificação, por exemplo, foram alterados para bobagens sem sentido e que estão muito longe de representar a cultura oriental. Se é assim que o autor vê os costumes dos chineses, deveria se informar um pouco mais.

Como se não bastasse, o elenco recheia os 13 episódios com cenas horrorosas e atuações lamentáveis. Os personagens Colleen Wing (Jessica Henwick) e Bakuto (Ramón Rodríguez) são, sem dúvidas, os piores. Este último empata com o Kid Cascavel (Erik LaRay Harvey), de Luke Cage, como o pior vilão das séries Marvel até o momento.

Colleen Wing, uma das piores coisas da série

Não bastasse o bandidão da série ser mal interpretado e ser conduzido por um roteiro pavoroso, a série tem mais defeitos, como as coincidências fáceis que levam a soluções de problemas  como que por toque de mágica. Personagens importantes são introduzidos da forma mais óbvia possível, por exemplo. E aquele velho toque de séries de TV, que apresentam algo “interessante” apenas no final do episódio, para te prender a assistir ao próximo, é visto ao longo de toda a série.

Afinal, não acontece muita coisa, mesmo, então o jeito foi deixar o melhor de cada episódio para o último minuto. Desnecessário, já que o espectador pode ver todos os capítulos em sequência, o que tira a “mágica” desse finzinho de episódio.