Capa de The Amazing Spider-Man #25, com o amigão da vizinhança se protegendo do preço da edição
Com a nova edição de Amazing Spider-Man a dez dólares e HQs
mais caras que as da concorrência, a Marvel teve renda maior que a DC em março,
nos EUA. Apesar de vender menos, a editora conseguiu ter o faturamento maior no
mês, com 35,41%, contra 28,75% da DC.
Novo vilão em Aquaman
Ressucitado na franquia Mercenários, Dolph Ludgreen volta aos Blockbusters
O ator Dolph Ludgreen foi confirmado como o Nereus, vilão do
próximo filme do Aquaman. O eterno Ivan Drago se junta ao elenco que já conta
com Jason Momoa, Amber Heard, Nicole Kidman, Patrick Wilson e Willem Dafoe. Aquaman
estreia nas telonas em 21 de dezembro de 2018.
Thanos em Deadpool?
Quem lembra dele em Goonies? Todo mundo
A Fox anunciou que Josh Brolin interpretará Cable em
Deadpool 2. O ator já faz parte do universo Marvel nos cinemas, no papel de Thanos.
Porém, como os estúdios são diferentes e o ator fica irreconhecível como
Thanos, não haverá problema algum.
Novidades não muito novas nas séries da DC
Foto nada misteriosa que Stephen Amell postou no Twitter
As séries da DC também terão novidades em breve. Com o
sucesso de Arrow diminuindo, a Warner anunciou a volta do vilão mais querido
dos fãs: o Exterminador. E em Supergirl, o estúdio revelou que o primo da
protagonista, Superman, fará uma participação no final da temporada atual.
O Planeta Hulk foi lançado originalmente nos EUA na
publicação regular The Incredible Hulk, do número 92 ao 105, entre abril de
2006 e junho de 2007. No Brasil, foi publicado como mini-série pela Panini e
depois republicado em capa dura. Uma das maiores sagas do Gigante Esmeralda,
foi escrita por Greg Pak e ilustrada por Carlo Pagulayan e Aaron Lopresti. A
história se passa após eventos da série Illuminati, quando um grupo de super-heróis
decide (não pela primeira vez), que o Hulk é um ser instável e muito perigoso,
por isso deve ser mandado ao espaço. As consequências dessa decisão são muito
importantes para o Hulk, que tem nessa saga seu único clássico do século XXI.
A nave em que o herói verde é colocado ruma a um planeta que
lhe proverá oxigênio e alimentos, mas afastado da humanidade, mantendo o
planeta Terra seguro. Porém, ao perceber o que acontece, Hulk fica ainda mais
irritado e destrói a nave que está dentro, perdendo-se do rumo. Com isso, ele
cai em um planeta inóspito chamado Sakaar, em outra galáxia.
Este lugar é comandado por um tirano chamado Rei Vermelho,
que faz do mundo um campo de batalha de gladiadores. Os mais fortes são
tratados como estrelas, e os mais fracos, fadados à morte. É uma forma de
colocar os guerreiros que ameaçam seu império trancafiados. Quando Hulk chega, é
percebido rapidamente e fazem dele um gladiador. Mesmo longe da Terra, com
muitas criaturas interplanetárias, ele se destaca e vence todos que enfrenta. Incluindo
um Surfista Prateado e Bill Raio Beta.
Nesta saga, a raiva de Hulk é tamanha que o lado “Dr. Jekyll”
de Bruce Banner se funde ao “Sr. Hyde”, fazendo com que ele tenha a
inteligência do doutor e a força do monstro, uma combinação extremamente
perigosa para qualquer mundo. E entre as lutas e planos de fuga do local, o
herói conhece seus companheiros de batalha, pelos quais se afeiçoa.
Enquanto vira amigo desses guerreiros, que compartilham
ringues de batalha com ele, a população do planeta volta os olhos ao Golias
Verde e começa a vê-lo não apenas como um lutador, mas como um possível herói
que vai libertar Sakaar da tirania. E ele, de fato, vira o maior problema do
Rei Vermelho, derrota-o e monta um governo mais justo, tentando, inclusive,
formar uma família. Porém, como a música da série dizia, “na fossa vive o Hulk”
e mais uma tragédia volta a acontecer com ele.
A trama é muito envolvente e, por ter sido contada durante
muitos meses, Pak pode mostrar muitos detalhes da história, apresentando o
planeta e as personalidades dos heróis e vilões com muita profundidade. Tudo
com calma e sem cortar caminhos. Essa é uma das histórias mais bem contadas do
herói, com ritmo excelente, fazendo uma excelente mescla entre drama e ação. Um
clássico indispensável na biblioteca do personagem.
A editora Pixel lançou em março o primeiro encadernado da
série de quadrinhos Mighty Morphin Power Rangers, baseado na série homônima de
televisão dos anos 1990. O material chegou ao Brasil com 128 páginas, capa dura
e traz as edições 0 a 4 da série lançada originalmente nos Estados Unidos pela
Boom Studios.
Antes de muitos detalhes, já vamos ao que mais interessa.
Sim, a história é boa e vale a pena para quem é fã da série. É possível também
que quem não era fã da versão televisiva goste. A aposta da Saban em investir
em um estúdio com bons profissionais para lançar sua versão de quadrinhos foi
acertada. O roteirista Kyle Higgins tem experiência no mercado e já escreveu
Batman e Asa Noturna, enquanto o ilustrador Hendry Prasetya já foi responsável
pela arte de Poderosa.
O maior defeito da publicação não afeta os leitores
brasileiros, já que é o fato do volume zero ser muito importante para o
entendimento da história. Como ele está no encadernado, não prejudica.
Surpreendentemente, não existem outros pontos negativos que não seja o fato de
ser mais uma série de ação, que realmente não traz grandes novidades.
Agora, para quem procura uma história simples, amarrada, com
boas ilustrações e bastante dinâmica, o quadrinho cumpre o papel. A trama se
passa na mesma cidade da séria, a Alameda dos Anjos, logo após os eventos do
arco do Ranger Verde da série televisiva, considerada a melhor da franquia, mas
não é preciso assistir para entender o que está acontecendo. A escolha foi
acertada, já que coloca o grupo original de cinco Rangers e um ex-inimigo
juntos tentando ser uma equipe. As consequências e desconfianças são muito
melhor trabalhadas que na TV, que praticamente ignora o fato do atual parceiro
ter acabado de tentar cravar uma espada no líder da equipe.
Higgins explora bem as personalidades dos Rangers, mesmo em
tão poucas páginas. Tommy e Kim (Verde e Rosa) são os que têm mais espaço na
história e começam a desenvolver empatia e apreço um pelo outro, como na
televisão. Jason e Zack (Vermelho e Preto) estão bastante diferentes, sendo o
primeiro um típico líder chato, que não entende os problemas, apenas quer suas
ordens cumpridas. Já o segundo está mais emburrado e menos dançante que na
série original. Trini e Billy (Amarela e Azul) aparecem menos, mas mantêm
algumas características como o cuidado que a garota tem com os outros e a
inteligência enorme do garoto.
Temos também uma passagem curta de Bulk e Skull. Na série
original, são bullys da escola. Aqui, são de uma espécie de fã clube dos
Rangers e responsáveis por algo que parece ser um canal de Youtube com vídeos
originais dos defensores da Alameda dos Anjos. No fim do encadernado, a Pixel
trouxe também uma história complementar, que foi lançada nos EUA nas primeiras
edições, escrita por Steve Orlando e ilustrada por Corin Howell. Em uma
referência à série de TV, Kimberly diz a Tommy que eles funcionam melhor em
doses menores. E é exatamente isso que faz Higgins na trama principal, insere
quase que por obrigação os personagens, de forma homeopática, mas de forma
funcional, que mostra a atenção dos responsáveis pelos detalhes. É um fan service,
mas carinhoso. Muda os personagens, mas os mantém lá como lembrança por terem
sido parte importante da série original.
Sem muito Sitcom adolescente, que tomava mais da metade do
tempo de cada episódio, a história mostra Rita Repulsa tentando retomar os
poderes do Ranger Verde para ela. A escolhida para fazer o trabalho sujo é
Scorpina, uma vilã recorrente da série televisiva, já que a imperatriz do mal
afastou seu principal servo Goldar, após ele ter falhado na última missão (a
saga Ranger Verde, da TV). Enquanto é atacado, Tommy deve se desviar não só dos
inimigos, mas também das visões e tormentos que Rita ainda lhe causa. Como se
isso não bastasse, o garoto faz parte de um grupo que lhe trata com nada mais
que desconfiança, com exceção de Kimberly, a única que realmente tenta ajuda-lo.
A trama é intercalada entre conflitos dos jovens na escola, entre
eles mesmos e, obviamente, temos muitas cenas de ação enquanto os defensores
tentam se acertar. As cenas de combate são muito dinâmicas, com movimentações
melhores que na TV. Os equipamentos dos Rangers, que sempre eram coisas feitas
nitidamente feitas de plástico, dessa vez tiveram os traços mais afinados,
modernizados e combinam mais com os trajes. E os zords, que são os robôs que
cada um deles controla, também são muito mais interessantes que na TV, já que
tem mobilidade e se apresentam como máquinas de combate individuais. Coisa impossível
de ser criada em uma série de televisão da década de 1990, que apenas colocava
os cinco robôs na tela para se acoplarem, formando o Megazord.
O artista aproveitou a trama e o material de base para criar
desenhos dinâmicos e de boa qualidade, equiparada a séries de primeira linha da
Marvel e da DC. A ação é impactante e os fãs conseguem facilmente reconhecer os
cenários da eterna série original, como a prisão de Goldar, a sala de controle
de Zordon e espaço da cruel Rita Repulsa. A arte das capas é ainda melhor e a
Pixel trouxe todas elas como material extra. Todas são muito coloridas e têm
muito brilho, casando perfeitamente com os Rangers, que nada mais são do que um
grupo muito colorido de super-heróis japoneses.
Para quem é fã da série, o material é leitura mais do que
indicada, trazendo os Rangers em um patamar de poderes nunca antes mostrados,
com um ponto de vista mais moderno e sem perder um pingo da essência da série
televisiva. Temos Rangers contra vilões clássicos e Megazords enfrentando
monstros gigantes, destruindo toda a cidade. A trama simples dá espaço para o
artista brilhar e trazer os Rangers originais para os dias de hoje em uma
releitura ótima de uma das séries infantis mais icônicas de todos os tempos.
A Marvel Entertainment liberou, hoje (10), o primeiro teaser trailer de Thor: Ragnarok. Confira:
Achei fantástico. Por mais que não goste dessa mania de colocar músicas excelentes só para fingir que o filme terá uma magia que não tem de verdade, o espetáculo visual já me iludiu. Diferente de Esquadrão Suicida, que tem um trailer com boa música, mas nada que preste no vídeo, a Marvel fez um trabalho bastante decente, aqui.
A Marvel Comics liberou, hoje, dez páginas de um preview da
nova HQ solo da Jean Grey. A história vai tratar da jovem mutante que veio do
passado, não a da linha do tempo “normal” e vai mostrar a luta da garota contra
a força Fênix. Por já ter tido visões de tudo que sua versão adulta fez sob os
poderes da entidade, ela quer se preparar para fazer tudo diferente.
Mas mesmo com todas as visões, premonições e avisos, será
que ela é capaz de enfrentar a entidade mais poderosa do Universo? Ou será que
o destino que a aguarda tem reservado a ela apenas dor, destruição e
sofrimento? Quem escreve a história é Dennis Hopeless e os desenhos ficam a
cargo de Victor Ibanez.
Infelizmente, a publicação ainda não tem confirmação de chegada
ao Brasil.
Veja abaixo as imagens liberadas. São seis capas e quatro páginas
que vão compor a história.
A Marvel Comics escancarou, durante este final de semana,
sua pior crise após a quase falência total nos anos 1990. Em uma reunião com os
maiores lojistas de quadrinhos dos EUA e um do Canadá, Axel Alonso, editor-chefe
da Casa das Ideias, e David Gabriel, vice-presidente de vendas e marketing,
informaram que gostariam de entender melhor os motivos da diminuição drástica
das vendas da empresa. Esta foi a maior reunião da Marvel com o mercado no século
XXI e a cobertura foi feita exclusivamente pelo veículo ICv2.
Os motivos, além de muitos, são alarmantes e afetam toda a
estrutura da editora. Mas fica evidente que foi apenas agora que soou o alarme
da empresa, afinal, dos 15 quadrinhos mais solicitados pelos lojistas em
fevereiro deste ano, apenas um (Amazing Spider-Man) é de um personagem forte da
Marvel Comics. A lista é praticamente dominada pela DC e dois dos títulos, Star
Wars Darth Maul e Star Wars, são produzidos pela editora, mas não são dos
personagens tradicionais da casa.
Lembrando que, nos EUA, o mercado de quadrinhos funciona por
meio de solicitações dos lojistas e quando eles não vendem, são eles mesmos que
lidam com o prejuízo. Portanto, a lista de quadrinhos encomendados reflete
quase que com perfeição a procura e vendas das HQs.
Para entender os motivos da baixa das vendas, a Marvel
chamou os lojistas, pois são eles que lidam com o consumidor final. Segundo os
vendedores, um dos principais pontos a ser observado é a diversidade promovida
pela editora. A Marvel tem tentado há anos se modernizar e levantar a bandeira
da igualdade entre todos no universo dos quadrinhos, introduzindo mais personagens
negros, homossexuais e árabes, por exemplo. Porém, o que se percebeu é que o público
consumidor é conservador.
De acordo com os lojistas, os compradores têm reclamado
muito da descaracterização dos personagens clássicos, como o Capitão América,
que passou a ser o Falcão Negro, o Thor, que atualmente é uma mulher, e tantos
outros. O mundo real, conservador, homofóbico, encontrou o mundo dos quadrinhos.
A Miss Marvel, que atualmente é uma árabe, está em uma fase positiva, com
críticas e vendas consideradas boas para a editora, mas esse é um ponto fora da
curva, não um exemplo.
E como se não bastasse esse problema, outro bastante grave é
que os leitores estão desinteressados pelos reboots ou reinvenções de personagens
clássicos, trazidos, em geral, por grandes sagas e eventos. Em meados dos anos
2000, época da Queda dos Vingadores, esses acontecimentos costumavam ser
anuais. Hoje em dia, existem tantos eventos que eles ocorrem simultaneamente,
sem espaço de tempo entre eles, com personagens participando de mais de um ao
mesmo tempo. Além de confundirem os leitores, isso gerou desinteresse e o
público fiel parou de acompanhar seus personagens favoritos, por estarem
diretamente ligados a esses eventos. O mais recente é o Secret Empire e Alonso fez questão de
dizer que não há mais nenhum planejado depois deste.
Não bastasse isso, reiniciar os números das HQs, começando
tudo pela edição #1, funciona a princípio, mas para por aí. Segundo Alonso, imediatamente
após o reboot, as vendas aumentam muito. Quando as vendas começam a despencar,
outra saga surge e reinicia tudo novamente. Mas aí o estrago já está feito e o
leitor já ficou completamente desinteressado.
Outro ponto bastante grave apontado pelos representantes do
mercado foi a falta de competência de segurar as melhores equipes criativas na
casa. Se olharmos superficialmente, as duas empresas que dominam o mercado,
Marvel e DC, vendem praticamente o mesmo produto, com histórias de super-heróis
e ação. Com isso, os trabalhos autorais ficam de fora da jogada. Por isso, os
times criativos de mais talento preferem ir a outras editoras, colocar seus
trabalhos autorais para apreciação do grande público. Com um mercado mais
seleto, menor custo de distribuição e contratos que favorecem mais os artistas,
empresas como a Image conseguem “roubar” os talentos da Marvel, oferecendo
contratos mais lucrativos para os artistas, apesar das vendas menores.
Tudo isso converge para um ponto. O mercado de quadrinhos
sempre foi muito fechado e tentou atingir as mesmas pessoas por décadas. Agora,
é necessário se reinventar. Buscar a diversidade não funcionou, nesse momento.
Pode até ser que funcione no futuro. A DC, por exemplo, para melhorar as
vendas, recriou seu universo e trouxe os personagens da forma que eram antes,
com leves alterações.
Sem ter uma fórmula correta do que fazer agora, aumentando
as vendas, mas sem se fechar novamente em uma bolha, buscando coisas
diferentes, a Marvel tem um caminho muito difícil e imprevisível. Deve haver um
grande chacoalhão por parte dos editores. A publicidade e marketing da empresa
também precisam se reinventar, para atingir públicos que não atinge hoje. Toda
a estrutura deve ser alterada se a editora quiser fazer um papel diferente no
mercado, pensando não apenas nas vendas de agora, mas se planejando para o
futuro.
O selo Graphic MSP continua com a corda toda. Em Astronauta –
Assimetria, o personagem chega ao terceiro volume da saga espacial do universo
da Turma da Mônica. Desta vez, a história trata um pouco menos sobre solidão e
traz ao leitor um pouco mais de ação.
Nesta nova aventura, o herói Astronauta Pereira descobre, ao
voltar para a Terra depois dos eventos de Singularidade, que o grande amor da
vida dele tem uma filha pequena. Completamente decepcionado ao ver Ritinha
seguindo em frente sem ele, decide partir em busca de mais uma aventura no
espaço.
Com destino a Saturno, ele segue para verificar um ponto de
alta gravidade em forma de hexágono em um dos pólos do planeta. A partir deste
ponto, a história traz o que Danilo Beyruth tem apresentado de melhor na
mitologia do herói: ficção científica e aventura.
Desta vez, Astronauta enfrenta um inimigo gigante, do
tamanho de uma cidade, que tem um guardião próprio do tamanho de um prédio. A
criatura lembra muito o personagem Galactus, da Marvel, e um pouco os Novos
Deuses, da DC. O guardião também parece uma referência ao Surfista Prateado e
outros protetores de Galactus.
Luta parece ter sido tirada de séries japonesas
O clímax da história, quando há uma luta entre um robô
gigante contra o guardião, lembra muito as séries sentais do Japão, como
Changeman, Jaspion e mesmo os Power Rangers. Desta vez, o autor deixa a narrativa
preparada para uma continuação.
No geral, a arte é boa, a história é interessante e o ápice
foi a luta do robô contra o monstro. Surpreendente. O nível das produções da
Graphic MSP continua alto, com muito carinho colocado no material, conteúdos
extras e papel da melhor qualidade. Os fãs da Turma da Mônica agradecem por ver
um personagem que faz parte da cultura de milhares de brasileiros ser lançado
em edição de luxo.
A Marvel Entertainment publicou, nesta terça-feira (28), o segundo trailer do filme Homem-Aranha: De Volta ao Lar, no Youtube. O longa estreia no dia 7 de julho de 2017, no Brasil. Neste vídeo, já é possível ver o personagem principal Peter Parker (Tom Holland) contracenando com o Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) e com o vilão Abutre (Michael Keaton).
O trailer entrega praticamente toda a trama, mostrando como funciona o traje, o momento de baixa do herói, quando ele enfrenta os problemas pessoais, como ele os supera e muito mais do que deveria ter sido apresentado em dois minutos.
Eis que ontem, dia 25, a Warner divulga, pelo Youtube, o mais novo teaser da Liga da Justiça. O filme tem estreia prevista no Brasil para o dia 16 de novembro de 2017. O vídeo mostra os heróis Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Cyborg e Flash.
A quantidade de cenas com fundo verde, o Cyborg que parece nem ter ator, só CGI, as falas manjadas... Se fosse um trailer de jogo, seria espetacular. Mas não é.
Nova série da Netflix sobre os Defensores é bem fraca
Daniel Rand é mais um daqueles heróis criados décadas atrás cujos
autores achavam uma boa ideia dar poderes a uma pessoa rica. Filho do dono de
uma empresa de telecomunicações, ele é o único sobrevivente de um desastre
aéreo. Ao ver seu pai e sua mãe morrerem em uma montanha deserta, ele é
acolhido por monges, que o treinam na milenar arte do Kung Fu. O garoto passa
anos por lá e se torna o Punho de Ferro, uma arma viva, que tem por objetivo
enfrentar o Tentáculo.
O Punho de Ferro nos quadrinhos é um personagem muito legal.
Ele não tem os poderes de um deus, uma armadura que voa em velocidade
supersônica, um arsenal de mísseis nem nada disso. Ele tem o Kung Fu e um soco
que pode destruir paredes. Apesar de rico e ter sido treinado como monge, ele é
falho, tem defeitos e conflitos internos. É um personagem menos semi-deus e
mais humano do Universo Marvel, assim como Demolidor, Jessica Jones e Luke
Cage, que formarão, no segundo semestre de 2017, a equipe Defensores na série homônima
do Netflix.
As duas temporadas de Demolidor e a de Jessica Jones são
maravilhosas. A de Luke Cage é péssima. E agora, com a chance de se recuperar,
chegou, no dia 17 de março, a nova série da Marvel, o Punho de Ferro, que é...
ruim. Bem ruim.
O seriado exclusivo pelo sistema de streaming Netflix tem 13 episódios
e conta a história de como Daniel Rand volta para casa após ganhar os poderes
do Punho de Ferro. Chegando lá, em Nova Iorque, ele é rejeitado e encontra o
mal que ele é destinado a combater, o Tentáculo. Durante os capítulos, vemos
algumas ligações com as outras séries, com curtas referências ao Demolidor,
Jessica Jones e Luke Cage. Todas bem rápidas e bem desnecessárias.
Uma das péssimas lutas do seriado
Duas das conexões com os outros heróis são as personagens Claire Temple
(Rosario Dawson) e Madame Gao (Wai Ching Ho). As duas personagens já haviam
aparecido e tinham as personalidades mais ou menos consolidadas. Dessa vez, os
roteiristas acharam por bem alterar completamente ambas. Claire não parece a
mesma personagem. Já a Madame Gao, de fato, não é a mesma. Desta vez, ela se
apresenta como uma líder do Tentáculo, o que contradiz as duas temporadas do
Demolidor, quando ela era da Serpente de Aço, também rival do Tentáculo.
Outra conexão é que a história se passa na mesma cidade que dos outros
três Defensores. Nova Iorque, aliás, é quase um personagem vivo nas outras três
séries. Dessa vez, a cidade poderia ser qualquer uma. Cadê a magia do local?
E quem dera esse fosse o maior dos problemas. O personagem principal,
interpretado por Finn Jones, é lamentável. Ele é burro, ingênuo de forma
impossível (se entrega aos vilões uma cena após outra), e definitivamente não
aparenta que treinou com monge algum. Não bastasse o texto ser péssimo, o ator
é um baita canastrão, com caras e bocas imperdoáveis. É o único das séries
Marvel da Netflix a ter um poder místico. Essa era uma das coisas mais aguardadas:
ver o herói com os super-poderes tão conhecidos pelos fãs. Mas além de ele mal
saber usá-los, sempre que acessa o poder do Punho de Ferro, ele fica encarando
a mão brilhante, tornando a cena bastante lamentável.
A mão brilhante do Punho de Ferro
Não seria tão ruim se ao menos ele se redimisse nas cenas de ação.
Muito pelo contrário, ele se afunda ainda mais. A culpa não é só dele, claro. O
coreógrafo e os diretores fizeram um trabalho bastante decepcionante. Sabe
aqueles filmes de ação com Bruce Lee, Van Damme, The Rock, que mesmo com a
história sendo uma tremenda porcaria, tudo é perdoado porque a ação é incrível?
Então, esqueça. As coreografias de Kung Fu são horrorosas. Poses e mais poses,
com lutas bastante insossas. Lembram das lutas em Demolidor? Uau, eram
maravilhosas, com o estilo de pancadas fortes e pesadas.
Em Punho de Ferro, é normal não usarem esse estilo, mas qual o problema
de fazer algo parecido com Ip Man?
Cena de Ip Man (Grande Mestre, no Brasil)
Não bastasse terem transformado Kung Fu em uma dancinha de
apresentação, toda a cultura oriental foi ridiculamente colocada na tela. Os
rituais, como o de se lavar antes da luta para a purificação, por exemplo,
foram alterados para bobagens sem sentido e que estão muito longe de
representar a cultura oriental. Se é assim que o autor vê os costumes dos
chineses, deveria se informar um pouco mais.
Como se não bastasse, o elenco recheia os 13 episódios com cenas
horrorosas e atuações lamentáveis. Os personagens Colleen Wing (Jessica Henwick)
e Bakuto (Ramón Rodríguez) são, sem dúvidas, os piores. Este último empata com
o Kid Cascavel (Erik LaRay Harvey), de Luke Cage, como o pior vilão das séries
Marvel até o momento.
Colleen Wing, uma das piores coisas da série
Não bastasse o bandidão da série ser mal interpretado e ser conduzido
por um roteiro pavoroso, a série tem mais defeitos, como as coincidências
fáceis que levam a soluções de problemas
como que por toque de mágica. Personagens importantes são introduzidos
da forma mais óbvia possível, por exemplo. E aquele velho toque de séries de
TV, que apresentam algo “interessante” apenas no final do episódio, para te
prender a assistir ao próximo, é visto ao longo de toda a série.
Afinal, não acontece muita coisa, mesmo, então o jeito foi deixar o
melhor de cada episódio para o último minuto. Desnecessário, já que o
espectador pode ver todos os capítulos em sequência, o que tira a “mágica”
desse finzinho de episódio.